quarta-feira, 9 de abril de 2014

Os benefícios do melhoramento genético para o campo


Por Bento Junior Ramone

Muito se fala, pelas fazendas de Rio Verde, sobre o melhoramento genético. Devemos tudo à chamada biotecnologia, que nada mais é do que o conjunto de conhecimentos que permite a utilização de agentes biológicos para se chegar ao resultado esperado. A Engenharia Genética ocupa um lugar de destaque como tecnologia inovadora, seja por permitir um jeito novo de produzir algo já existente (hormônio de crescimento, insulina, etc...), seja porque permite obter produtos inteiramente novos (organismos transgênicos). 

A Biotecnologia transforma nossa vida cotidiana. O seu impacto atinge vários setores produtivos, oferecendo novas oportunidades de emprego. Para os produtores rurais, os benefícios vêm através de aumento na produção.

A domesticação de plantas não só proporcionou o surgimento da agricultura, mas também o melhoramento genético vegetal. A definição de melhoramento genético vegetal varia de acordo com o autor, porém, geralmente as definições tendem a um termo comum: o termo evolução, pois este está fundamentado no desenvolvimento, na mistura de plantas para criação de novas espécies ou variedades. Com isso, os produtores podem plantar sementes de variedades adaptadas ao clima da região, ou resistente a uma praga sem a necessidade de agrotóxicos. Com isso economizam com o custo de produção dos alimentos, diminuindo assim o valor do produto que chega ao consumidor final.

Com os pecuaristas acontece a mesma coisa. Na pecuária, o objetivo principal é ter um animal mais produtivo e mais eficiente em termos de utilização de recursos. Contudo, este aumento de produtividade está normalmente associado a uma maior susceptibilidade à doença, reduzida tolerância a condições ambientais extremas (frio, calor, falta de água), e a uma maior necessidade de fatores de produção externas e alojamentos especializados. O capital necessário e os níveis de receitas são insuficientes, o investimento em raças "melhoradas" pode ser antieconômico e resultar também em produtividade reduzida. 

Estudos de Biotecnologia

Os principais motores da biotecnologia são a necessidade do produtor rural e a capacidade de pesquisa. Em Rio Verde existem (além da demanda) os cursos que estão envolvidos nas pesquisas na área. Agronomia Biologia, Medicina Veterinária e Zootecnia são ofertados em duas instituições de ensino superior da cidade. Segundo o professor, doutor e coordenador do curso de Zootecnia do IFGoiano, Campus Rio Verde, Elis A. Bento, os acadêmicos são incentivados a participar de projetos de pesquisa. Até porque, muitos desses projetos até são transformados em produtos por empresas de grande porte da região como a COMIGO.

Segundo a assessoria de imprensa da COMIGO, a cooperativa incentiva pesquisas e, muitas vezes, quando recebem produtos novos, eles são testados antes de serem recomendados para os produtores. A assessoria informou também que a cooperativa mantém uma parceria de pesquisa com as instituições de ensino da cidade, além de manter o próprio centro de pesquisas (o Centro Tecnológico Comigo, ou CTC) e uma feira anual que apresenta as novidades do campo (Tecnoshow Comigo).

Gado com melhoramento genético

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