quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Direitos Iguais
Muitas pessoas ainda não sabem o significado do feminismo, uma palavra que se tornou comum nos dias de hoje. Karen Joana, 19, feminista, e acadêmica de Serviço Social na Universidade de Brasília (UnB) explica que o feminismo não é o contrário de machismo e nem a dominação das mulheres sobre os homens. Feminismo prega a igualdade entre os gêneros e o machismo a dominação.
Os movimentos feministas lutam para garantir a participação da mulher na sociedade de forma equivalente aos homens, retirando aquele velho conceito de que o homem é quem deveria chefiar, lutar, votar ou influenciar a sociedade de acordo com suas teorias e conceitos. Feministas também lutam para retirar algumas ideologias culturais, como as que dizem que a mulher é mais “frágil” do que os homens.
O feminismo teve início no ano de 1848, em uma convenção de Direitos da Mulher, em Nova Iorque, com o lema igualdade, liberdade e fraternidade, o mesmo lema da Revolução Francesa. As mulheres queriam os direitos sociais e políticos clamados pela revolução. Uma das conquistas das mulheres conseguidas a partir de então, foi o direito ao divórcio.
O movimento se fortificou na Revolução Industrial, quando a mulher começa a assumir postos de trabalhos, dentro e fora de casa, e com remuneração inferior ao dos homens e sem oportunidade de alcançar cargos de importância, como diretoria ou gerencia.
Mas por que algumas mulheres são contra o feminismo? Karen responde: “Algumas mulheres não tem o interesse de pesquisar um pouco mais sobre o assunto, e também já estão completamente feitas pela cultura de massa, em que os homens seriam um gênero soberano. Ou aquelas que acreditam que feminismo não passa de “mimimi”, e que já temos os mesmos direitos sociais e políticos, na sociedade capitalista”. Karen ainda explica que as mulheres já conseguiram muitos direitos desde o início do movimento, mas que ainda falta muita coisa para conseguir a igualdade, como o direito ao aborto “É preciso entender que nós somos donas do nosso próprio corpo”, disse.
Existem muitos países em que as mulheres ainda são tratadas como objetos, ou seres sem opinião e incapazes de realizar atividades em prol da sociedade, como na Arábia Saudita, Paquistão, Iraque e entre outros, onde mulheres são totalmente dependentes dos homens, sem direitos sociais e políticos iguais, lugares que também condenam mulheres, que muitas vezes são mortas por quebrarem essas regras. É preciso entender que ainda há desigualdade e que é preciso levar o feminismo para todo o mundo, principalmente para lugares como estes que certamente só irão entender o feminismo, após as mulheres provocarem uma revolução.
Para Larissa Cardoso, 19, estudante de Jornalismo, o feminismo não é uma luta só das mulheres, mas sim uma luta em que os dois gêneros devem participar, lutar pela igualdade; entender que todos somos seres humanos, capazes de pensar, interagir e realizar as mesmas atividades. E que juntos, independente do gênero ou orientação sexual, somos capazes de tornar o mundo, um lugar melhor para viver.
Texto: Kennedy Martins


