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quarta-feira, 15 de junho de 2016


Foto: reprodução/internet


O número de jovens que buscam se satisfizer em uma religião aumentam cada vez mais. Uma pesquisa realizada pelo Data Popular em 2013, mostrou que no Brasil apenas 11,5% dos jovens afirmam não possuir nenhuma religião, e que 44,2% se declaram católicos, 37,6% evangélicos/protestantes e 6,7% de outras religiões.

A diversidade nos ritmos e estilos da música gospel e o liberalismo das ‘doutrinas’ atrai esse público jovem pra mais perto de suas crenças. "Os grupos e cantores Gospel passaram a adotar cada vez mais estilos e ritmos musicais diversificados, indo do rock ao sertanejo, do pagode ao pop-rock, isso deixa claro que não há mais fronteiras ou preconceitos neste gênero musical que conversa com qualquer estilo, mas com letras sempre que falam de Deus, textos bíblicos ou palavras de fé." Afirmam Janete Strutz e Maristela Landmann em um trabalho sobre a influência da música gospel.

Millena Ferreira de 16 anos, moradora da cidade de Rio Verde, escolheu ser cristã e se declara a mais de dois anos evangélica da Igreja de Deus no Brasil. “Gosto de estar na casa do Pai, lá me sinto confortada e tenho amigos”, diz Millena com expressão sorridente. “Alguns amigos de escola às vezes ficam ‘zoando’ por eu ser evangélica e não sair para festas igual a eles”, complementa. “Eu e meu namorado somos jovens e não é pelo fato de sermos evangélicos que não somos felizes, a gente só curti a vida de uma outra forma, sem bebedeira e bagunça. Na verdade a gente faz sim uma bagunça, mas é uma bagunça diferente né?(risos)”, explica ela.

“Desde cedo nasci sabendo o que podia e não podia fazer” disse Kessia Garcia, 18 anos de Santa Helena de Goiás (GO). Kessia sempre frequentou a igreja e diz não ser fácil seguir os ensinamentos bíblicos: “É uma luta constante”. Participante da Igreja de Deus no Brasil ela mostra orgulho em dizer que se sente feliz de ser evangélica. “É uma felicidade que ninguém pode dar só ele mesmo, não é uma felicidade passageira, mais se tem Cristo é uma felicidade eterna que nada no mundo e ninguém pode te dar”, justifica.

Alex Ari Machado de 21 anos, da cidade de Canarana (MT), é um jovem católico que busca a cada dia estar mais perto de Deus. Sempre envolvido com as obras de sua igreja, se descobriu no movimento católico RCC (Renovação Carismática Católica). “O Espírito Santo foi me conquistando aos poucos e me moldando, fazendo me descobrir”, disse ele. Hoje ele é coordenador de um grupo de oração da cidade e também coordenador diocesano do Ministério Jovem. Alex disse também que mesmo sendo imperfeito como o ser humano que ele é, quer disseminar a palavra e quebrar os paradigmas sobre a igreja “Luto contra meus defeitos, manias e desejos todos os dias. Peço a Deus essa graça de ser estar no paraíso diante Dele um dia e levar muitas pessoas a conhecê-lo”, declarou.

Migração

Mesmo com o novo posicionamento das igrejas, a queda do número de fieis com migração entre religiões pode ser comparada através dos números do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o qual apontava que jovens com idade entre 15 e 24 anos eram 64,6 % católicos, 22,2% evangélicos/protestantes e que 5,2% pertenciam a outras religiões.

Um exemplo claro dessa migração é o jovem Ramon Graciano de 18 anos, morador de Rio Verde (GO). Ramon hoje se declara praticante do ‘paganismo’, “Prega a coexistência de várias divindades que ‘regem’ o universo”, explica ele que ainda afirma já ter passado por outras até se encontrar. “Passei pelo agnosticismo, deísmo, espiritismo”. Ele vem de família evangélica-protestante, porém não quis continuar praticando o que lhe era imposto pela família. “Decidi mudar de religião por causa de alguns conflitos ideológicos”. Hoje diz ser livre e satisfeito pelo que acredita. “Eu sinto que me encontrei espiritualmente, e que estou seguindo o caminho certo”, concluiu.

Por Cristian Lucas Oliveira e Thaís Cabral

Religião: jovens diante da fé



Diego Manson, tatuador. 


A palavra tatuagem origina-se do inglês “tattoo” (em português: tatuagem, tatuar), sendo atribuído o pai da palavra ao capitão inglês James Cook (1728), que escreveu em seu diário a expressão “tattow’’ – também conhecida como “tatau’’-, uma onomatopeia do som feito durante a execução dos desenhos, na qual se utilizavam ossos finos como agulhas que eram batidos com uma espécie de martelinho de madeira para introduzir a tinta sob a pele”.
A tatuagem existe há mais de 3,5 mil anos atrás e representa a personalidade das pessoas, Antes ela servia para identificar os indivíduos como prisioneiros. Os cristãos se identificavam através de tatuagem que tinham no corpo, isso era comum nos primeiros séculos da Era Crista.
Já no começo da Idade Moderna, desenhar no corpo era visto como imprudência, e algo errado, a tatuagem estava associada à marginalidade e ao comportamento de risco, como também às classes sociais mais baixas, à prostituição e, finalmente, ao crime. Entretanto começaram a ser mais aceita quando artistas, músicos entre outros começaram a marcas os seus corpos.
Hoje em dia a tatuagem e muito utilizada por vários tipos de pessoas e não a limite sobre quantos desenhos tatuar, ela foi perdendo a marginalização que foi submetida por anos. Mais apesar disso anda a casos de preconceito como aconteceu com a operadora de Caixa Gabriela Oliveira Vilela de Lima,19 anos conta que sofreu preconceito por cliente por causa de suas tatuagens, dizendo que ela não tem futuro na vida.
E tem pessoas que nunca sofreu nem um tipo de descriminalização como o estudante de Publicidade e Propaganda Matheus Souza Pedroso Morares, 19 anos diz que nunca sofreu preconceito, pelo contrario as pessoas sempre elogiam. Com a evolução a tatuagem vai sendo mais aceita pela população é são poucas as pessoas que tem preconceito.
O Tatuador Diego Manson, 23 anos, diz que muitas pessoas sonham em tatuar só que tem medo do preconceito que ainda fala alto. "O preconceito e de pessoas vazias, sem cultura e sem informação a tatuagem e arte, vontade e atitude", diz ele sobre o preconceito.
O uso da tatuagem cresceu bastante, de acordo com o tatuador, o que fez esse índice crescer tanto foram os meios de comunicação de massa, rede sociais, entre outras mídias que influenciam diretamente no aumento de pessoas tatuadas, mostrando a realidade sobre fazer tatuagem, e isso já e um grande passo para lutar contra o preconceito.
Em entrevista feita com a psicóloga Emanueli Sperandio, 25 anos, ela diz que quando a pessoa se tatua é como se fosse um grito corporal da própria representatividade de liberdade como ela é.

Por que nos tatuamos?
Antigamente tínhamos as pinturas rupestres, tanto que eles pintavam nas paredes para dialogar e expressar o que sentiam. Logo depois começaram a fazem no próprio corpo. Até para simbolizarem suas tribos. Depois os homens e as mulheres começaram a se tatuar, e a sociedade tinha o julgamento de que o homem com tatuagem era bandido, traficante, e a mulher, era prostituta, usuária, aos poucos a própria mídia (cantores, artistas de modo geral) começaram a expor suas tatuagens e os tais rótulos começaram a diminuir. Hoje em dia a tatuagem é como se fosse uma expressão não verbal. No qual, cada indivíduo tatua para demonstrar um sentimento, algo que o caracterize ou simbolize sua personalidade. Logo a tatuagem não vem de um aspecto de beleza, mídia ou atração, mas sim de um grito de liberdade e de expressão daquilo que a própria pessoa é.







Por Larissa Venâncio
Fotos: Arquivo pessoal

A nova era da Tatuagem

terça-feira, 31 de maio de 2016

Andréia trabalhando em um "Encontro com Deus"

Caroline e Rozangela confeccionando o tapete de Corpus Christi
Por Anna Venâncio
Fotos: Arquivo pessoal 

Os adolescentes gostam de estar em lugares em que eles possam expressar sua opinião e conviver com pessoas que geralmente defendem o mesmo ponto de vista, assim acontece na área de religião. Alguns seguem determinada doutrina porque foram criados assim, e outros apenas escolhem um caminho após ter o entendimento necessário para seguir as crenças da denominação que ele escolheu.O principal motivo para seguir uma religião não deve ser apenas as atrações que ela oferece, amigos ou incentivo familiar, e sim o interesse no que essa crença defende. Mas, nessa idade, eles precisam estar ativos e sempre inseridos em programações, algumas religiões estão unindo o útil ao agradável, para manter os adolescentes participando e ajudando nos eventos, crescendo espiritualmente e propagando a sua fé, por isso as igrejas tem investido cada vez mais nos jovens e em atividades voltadas para eles.Tallitha Azevedo, 28, publicitária, trabalha em uma igreja evangélica em Rio Verde, além de participar das programações, ela ajuda a organizar as programações para os jovens e adolescentes. Atualmente, líder de uma célula de Jovens. Andréa Garcia, 16, estudante, participa da mesma igreja, lidera duas células, sendo uma de jovens e uma de crianças. A publicitária diz que quando acontece algum evento na igreja, e os adolescentes não tem como custear as despesas, eles se unem para vender brigadeiros, mousses, entre outros, para conseguir participar dos eventos. Os principais eventos são: Conferência Radicais Livres, Holy Fest, Arraiá e Conferência Vinha do Sudoeste, e os jovens sempre marcam presença nesses eventos e se empenham para que tudo dê certo, tanto na organização, divulgação e durante o evento.  Andréia diz que os jovens devem ser atraídos com amor, pois ela acha que os jovens estão sedentos por amor, muitas vezes estão em famílias destruídas, envolvidos com drogas, entre outros problemas, que podem ser amenizados com amor.Caroline Teixeira, 22, jornalista, está à frente da coordenação do projeto “Compromisso River”, da igreja católica, que acredita ser possível ser cristão sem deixar de ser jovem.  Rozangela Queiroz da Silveira, 15 anos, estudante, também participa do Compromisso River, e acredita que logo após a implantação desse projeto, aumentou o investimento da igreja para os jovens, e esse trabalho chama a atenção da igreja para os jovens, e para a importância deles para o crescimento da igreja, quanto aos eventos. “Sinto que falta da sociedade, pois os eventos que a igreja organiza são suficientes para atrair os jovens.”Para atrair jovens e adolescentes que ainda não fazem parte de alguma religião, Tallitha acredita que poderiam ser feitos mais evangelismos nas vias públicas, onde possa estar reunido grupos de pessoas que ainda não conhecem Jesus, que são as pessoas que eles procuram. Caroline diz: É preciso que os jovens entendam que assim como o nosso lema do Projeto Compromisso "Ser cristão sem deixar de ser jovem" é possível ser jovem, ser feliz, conhecer pessoas e viver muitas experiências maravilhosas que todo jovem precisa viver, sendo cristão. Tallitha diz que os Radicais Livres não seria a mesma coisa, sem os jovens, pois são eles que fazem o evento acontecer, nas células, escolas, na igreja e também em suas casas. Caroline, diz que trabalham sempre para que o jovem se sinta peça chave na comunidade em que está inserido. A partir do momento em que ele se sente importante, é despertado nele o desejo de também levar esse sentimento aos outros jovens e isso se torna um grande ciclo.
             Depois que os jovens começam a participar dos eventos e da organização, eles querem estar sempre por dentro dos eventos e isso não é diferente com a Andréia e a Rozangela. Isso exige um pouco de sacrifício, pois eles tem que sacrificar algumas coisas para servir a obra da igreja. Rozangela, diz que o trabalho na igreja é maravilhoso, mas muitas vezes não pode sair com amigos e família, pois coloca a sua vida na igreja em primeiro lugar. “Meus pais me apoiam muito e se dedicam juntamente comigo nos trabalhos envolvidos com os jovens, e para mim é muito importante esse apoio deles, pois nem sempre é fácil”, conclui ela, já Andréia diz que a pessoa realmente tem que querer servir, porque não é fácil. “Eu não deixo de sair com os meus amigos da escola, mas a maioria do meu tempo estou com o pessoal da igreja, as vezes as pessoas que estão fora da igreja podem me julgar por eu ser nova e estar me dedicando tanto a servir, mas eu amo fazer isso”. “Para mim é muito importante estar inclusa em uma religião, que no meu caso é a católica, pois acrescenta muitos conhecimentos voltados a minha espiritualidade e crescimento intelectual. Participo de encontros rotineiros, aos domingos que é uma formação intensa, de tudo aquilo relacionado a minha religião”, ressalta Rozangela. Sobre os adolescentes participar de alguma religião, Tallitha diz: “A religião é a forma que molda o caráter e o comprometimento deles, mostrando para eles valores e transformando o espaço onde eles estão inseridos em algo melhor para se viver. Pois sem algum tipo de crença, a pessoa sobrevive. Acreditar em algo é necessário para o desenvolvimento de uma pessoa, seja criança, jovem, adulto ou idoso”.  É indispensável a inserção das pessoas em alguma religião, independente de idade, status social, expressão política e cultural, segundo Caroline, e ela afirma: “Pode até parecer clichê, mas estar presente em um ambiente religioso pode mudar vidas, transformar famílias. A fé retira jovens da criminalidade, do mundo das drogas e os tornam pessoas melhores e mais comprometidas ao plano de amor que Deus tem para nós.               Os jovens e adolescentes tem grande poder dentro de suas religiões, pois falam a mesma língua de outros jovens, e podem ser usados para alcançar pessoas da mesma faixa etária, defendendo a sua crença, apresentando novos projetos e organizando eventos.

Por Anna Venâncio 

Teenation: Jovens demais para uma religião?

terça-feira, 24 de maio de 2016

Por Matheus Guerreiro
Reprodução: Stremlenie-nn
   Na primeira edição da Revista Teenation você irá conferir a importância do acompanhamento de uma Psicóloga para a formação de um adulto com a mente saudável. Também acompanha o relato de uma paciente que fez acompanhamento e o que isso influenciou na sua vida adulta. Não perca a matéria completa. 

Teenation: Importância da psicoterapia na adolescência

terça-feira, 17 de maio de 2016


A relação do jovem com bebidas alcoólicas será um dos temas abordados na revista TEENATION.
Na crônica, além dos motivos que levam esses jovens a se envolverem com o álcool, haverá também a relação das músicas que acabam embalando as pessoas nesses momentos.

Fiquem ligados!!! Revista TEENATION ;)

















Por: Renata Ferreira
Foto: internet



Teenation: Jovem x Álcool

sábado, 7 de maio de 2016

Por Matheus Guerreiro


Bom dia pessoal, como vocês já devem saber sábado é dia de conteúdo em áudio e o trago para vocês o "Papo na rede", podcast produzido pelos alunos, Anna Vênancio, Izabella Lorenzoni, Mariana Bonifácio e Matheus Guerreiro. Este conteúdo foi produzido para a matéria de Oficina de Radiojornalismo. 
A 1º edição do Papo na rede trata de relacionamento na era digital, se você ficou curioso, confira:



Podcast: Papo na rede

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Por: Renata Ferreira
Foto: Arquivo pessoal


Como é bom chegar nessa idade, saber que mesmo passando por tantas coisas, terei histórias para contar aos futuros da família. Engraçado lembrar das vezes que um de meus filhos vem com a família nos finais de ano para me visitarem, são mais de 3 mil quilômetros que percorrem para ver uma velha que fica sentada o dia inteiro em uma cadeira de balanço.

Tudo de bom é ficar “sentadinha” na minha cadeira a espera de meu filho, aquele que viaja dias e noite de ônibus ou carro para me visitar. Me lembro bem da última vez que ele e a família estiveram em minha casa, vieram de carro (2 no total), chegaram gritando por mim e logo senti algo bom em meu coração, era meu filho querido com toda a “tropa” chegando em casa.

Crianças desceram do carro chorando porque estavam com fome, outros iam pegando as malas e jogando na calçada, já meu filho veio direto ao meu encontro. Na ocasião estava um pouco debilitada, coisas da idade, sabe como é, e não pude correr ao encontro dele, mas graças a Deus hoje estou melhor. Como foi bom tocar o rostinho de rugas que ele tinha e me fazia tão bem, o cheirinho do meu filhote ao me abraçar me trazia segurança.

Durante aqueles dias em que estive com meu filho, foi como estar em paz comigo mesma. Ele me faz bem, me traz esperança e cuida de mim. Meu filho preparava a água para que eu tomasse banho, minha nora fazia o meu café, que só eu conseguia tomar, os jovenzinhos que passaram por aqui fazia uma bagunça boa que até isso eu não me esqueço. Ficava observando eles conversarem, as gírias então, mal entendia um pingo, mas queria eles por perto, me sentia mais jovem, mas logo me virava para olhar a rua e voltava para a minha realidade.

Sentava em minha cadeira de balanço e ficava o dia inteiro, só levantava quando uma boa alma se preocupava em saber se estava precisando de algo. A casa estava cheia, mas ao mesmo tempo me sentia só. E meu filho, que veio de tão longe para me ver, será que ele perguntava de mim para as outras pessoas?
Por um momento fiquei triste, a solidão bateu em meu peito, desesperada fiquei em pensar que talvez meu filho mudara os sentimentos por mim, estando com as pessoas mais jovens, com um pensamento mais alegre. Será que meu filho não me visitará com frequência?

Agonia, tristeza. Revolta por ter esses pensamentos. Olha a idade que tenho! Vejam se isso é coisa de “velhinha” pensar?! Como dizem os jovens: Qual é “véia”? Qual é mesmo. Mas independente disso continuei a balançar em minha cadeira, com meus pensamentos de velha gagá, enxugando meu rosto com marcas da idade, com meu lenço de bichinhos, sou velha, mas tenho essas coisas.

Esperaram a virada do ano, depois partiram. E naquele amontoado de coisas na sala, a despedida foi cruel, o sentimento era de despedida para sempre. O abraço com meu filho durou horas, eu e ele não falamos uma palavra, somente nos abraçamos e choramos. Os pequenininhos me davam aquele abraço inocente, mas que já tinha um sentimento conhecido, a nora e os demais, nem se fala o quanto foi doloroso abraçá-los.


Fecharam a porta de casa, fiquei na janela observando a ida deles. Com o braço estendido para fora do carro vi o último adeus de meu filho, só me restou voltar para minha cadeira de balanço, ter uma vida de velhinha e esperar a volta de quem realmente se preocupa comigo.



Coisas da idade

terça-feira, 15 de março de 2016





Por Anna Venâncio


Olá terráqueos!

Estacionamos nossa nave aqui, porque precisamos da sua ajuda!

A equipe da revista Teenation está definindo sua marca e como a revista é feita para você, queremos saber qual das três versões você mais gostou. Afinal, nada melhor que uma revista com a nossa cara né?


Vote já na sua preferida!






Teenation: Corre que tem enquete rolando!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Por Pedro Cabral
Fotos: Arquivo Pessoal

O Dia Internacional da Mulher foi ontem, mas a história – justamente por ser história – não é história enquanto ainda está no presente, certo? Hoje vamos conhecer a história da professora – de história – Nelcy Rosa, uma mulher entre outras tantas que teve seu dia comemorado ontem, tudo através de fotos que nos mostram como esta mulher se modificou com o tempo, vamos lá?

Nascida em 60


Esta é Rosa ainda bebê, na fazenda onde nasceu, no interior goiano. Ela nasceu no final da década de 60 – mais precisamente em 1969. A caçula de oito irmãos, filha de pais agricultores – a mãe analfabeta e o pai com pouco estudo. Uma família que sempre foi bem, obrigado, mas se não fosse tão bem assim, a mãe de Rosa poderia se amparar em uma lei aprovada bem nesta década no Brasil. Em 1962, foi sancionado o Estatuto da Mulher casada, que garantiu entre outras coisas que a mulher não precisava mais de autorização do marido para trabalhar, receber herança e em caso de separação ela poderia requerer a guarda dos filhos. É, mulher casada antes disso não era outra coisa além de... casada.

Ainda bem que a Rosa já nasceu nos anos 60, depois que a igualdade de direitos entre homens e mulheres é reconhecida em documento internacional, através da Carta das Nações Unidas em 1945, se não, Rosa já nasceria considerada inferior até mesmo aos seus irmãos meninos. Com seis aninhos de idade, Rosa participava do Ano Internacional da Mulher proclamado pela ONU, em 1975. Parece que as coisas começavam a melhorar...

Ela estudou...


A mãe de Rosa sabia que sua filha iria pra frente, era dedicada, diferente, de um novo tempo e não hesitou ao conversar com seu esposo para mudarem para a cidade, afinal, Rosa queria estudar  - mesmo que as outras 4 irmãs não quisessem ou não se interessassem por conta da sociedade em que viviam. E assim foi, vieram pra cidade. 

Quanto a educação, a luta feminina não se deu por leis ou por quaisquer outros métodos além da luta na sociedade. Hoje, é bem comum que uma garotinha estude – até por que as leis determinam que toda criança deve estudar, que uma jovem faça faculdade ou que uma mulher em qualquer fase da vida conclua o ensino superior, mas na cabeça da pessoas do século passado – até das últimas décadas, educação não teria nenhuma utilidade para as mulheres. Por quê? Por que o papel da mulher era se dedicar à lida da casa, aos filhos e ao marido, nada além disso. Ainda bem que Rosa nasceu em uma época que isso não era tão normal, mas ao menos ela não foi julgada quando estudava na década de 80, registrada na foto. 

Também na década de 80, surgem os primeiros conselhos estaduais da condição feminina (MG e SP), para traçar políticas públicas para as mulheres. O Ministério da Saúde cria o PAISM - Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher, em resposta à forte mobilização dos movimentos feministas, baseando sua assistência nos princípios da integralidade do corpo, da mente e da sexualidade de cada mulher.

... Casou...


Rosa se casou em 1992 com Pedro Floriano. Bom, o casamento deu certo, mas se não tivesse durado ao menos Rosa teria mais direitos, ou melhor dizendo, direitos iguais ao de Pedro na separação, principalmente se fosse de comunhão total de bens, graças a lei de 1977. Essa lei sobre divórcio seria um avanço da lei de 62, citada no começo do texto, e agora a sociedade já estava preparada para as divorciadas. Mas Rosa, professora já aprovada em concurso público formada pelo magistério – grau de formação da época mais ou menos como os cursos tecnólogos profissionalizantes de agora – casou-se pra valer e para um projeto de vida ainda maior...

... Teve um filho...


Rosa teve um filho com Floriano – inclusive é o acadêmico que vos tecla. Agora que as mulheres já poderiam trabalhar, mais especificamente desde 1962, como conciliar a carreira de trabalho com a gravidez? Eis que outra reivindicação das mulheres é aprovada, a licença maternidade surgiu no Brasil em 1943, com o surgimento da Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT. A licença era de 84 dias e tinha que ser paga pelo empregador, o que causava uma restrição considerável para as mulheres no mercado de trabalho.  Para garantir esse direito, a Organização Internacional do Trabalho recomendava que os custos da licença maternidade passassem a ser pagos pela Previdência Social. No Brasil, isso aconteceu a partir de 1973. 

Mas a mulher gestante não tinha garantia de emprego, e muitos empregadores dispensavam as grávidas, mesmo que a Previdência arcasse com a licença, o que gerou mais lutas dentro e fora dos plenários. Essas lutas foram a semente das leis estabelecidas pela Constituição de 88, que garantiram a estabilidade para todas as empregadas gestantes, além de ampliar o período da licença de 84 para 120 dias. Pronto, Rosa poderia ter seu filho recém-nascido por perto, ao menos por pouco tempo, mas com a garantia de que continuaria empregada. Mas uma hora o filho cresce e Rosa poderia realizar o último sonho.

... E estudou mais!



Esta é uma foto de Rosa em sua formatura em 2005. Sua graduação tornava a professora agora licenciada em História, mesmo que a distância, através de um programa do governo estadual que garantia bolsa integral para a formação de professores. Uma realidade inimaginável no século 18, por exemplo.

Durante anos o direito de cursar o ensino superior foi negado às mulheres, no Brasil, por exemplo, Rita Lobato Velho Lopes foi a primeira mulher a receber um diploma superior e a segunda da América Latina. Ela formou-se na Faculdade de Medicina da Bahia em 1887.


Ela não ficou na década passada, no século passado, nas mulheres do passado.

“As mulheres ainda têm muito o que conquistar, o respeito é um deles, principalmente no campo profissional, por que tem mulheres que trabalham na mesma área que homens e recebem bem menos; a conquista para ser respeitada no próprio lar, a violência doméstica  por exemplo ainda é muito grande; e o machismo mesmo, como falar que toda mulher dirige mal ou criticar os relacionamentos que as mulheres escolhem ter, enquanto que os homens são livres quanto a isso; essa realidade só pode mudar com a luta da mulher na sociedade e a cobrança por maior rigor da lei. O que falta na mulher, em pleno século 21, é o respeito, ainda existe machismo, existe preconceito de gênero, falta representatividade, e acompanhando a história sei que ainda temos muito para conquistar e sempre vamos fazer isso gradativamente!”, declara Nelcy Rosa.



A história de Rosa se compara com a história de muitas outras mulheres brasileiras, ela é um exemplo de como as mulheres tem mudado durante o tempo e de como o tempo tem sido mudado pelas mulheres, dia após dia, por que, para elas, todo dia é dia da mulher, um novo capítulo para novas histórias.


História de Mulher

domingo, 28 de fevereiro de 2016




Por Anna Venâncio


Hoje é dia de vloooog!
E o assunto de hoje é bem familiar para o pessoal de humanas, as famosas MIÇANGAS! Vamos conversar um pouco sobre trabalho artesanal com a Amanda Venâncio, que usa miçangas e objetos reciclados e os transformam em arte. Não perca mais tempo e assista ao nosso vlog.

Beijos de miçangas para todos :*

Arte com miçangas

quinta-feira, 19 de novembro de 2015


Muitas pessoas ainda não sabem o significado do feminismo, uma palavra que se tornou comum nos dias de hoje. Karen Joana, 19, feminista, e acadêmica de Serviço Social na Universidade de Brasília (UnB) explica que o feminismo não é o contrário de machismo e nem a dominação das mulheres sobre os homens. Feminismo prega a igualdade entre os gêneros e o machismo a dominação.
Os movimentos feministas lutam para garantir a participação da mulher na sociedade de forma equivalente aos homens, retirando aquele velho conceito de que o homem é quem deveria chefiar, lutar, votar ou influenciar a sociedade de acordo com suas teorias e conceitos. Feministas também lutam para retirar algumas ideologias culturais, como as que dizem que a mulher é mais “frágil” do que os homens.

O feminismo teve início no ano de 1848, em uma convenção de Direitos da Mulher, em Nova Iorque, com o lema igualdade, liberdade e fraternidade, o mesmo lema da Revolução Francesa. As mulheres queriam os direitos sociais e políticos clamados pela revolução. Uma das conquistas das mulheres conseguidas a partir de então, foi o direito ao divórcio.

 O movimento se fortificou na Revolução Industrial, quando a mulher começa a assumir postos de trabalhos, dentro e fora de casa, e com remuneração inferior ao dos homens e sem oportunidade de alcançar cargos de importância, como diretoria ou gerencia.

Mas por que algumas mulheres são contra o feminismo? Karen responde: “Algumas mulheres não tem o interesse de pesquisar um pouco mais sobre o assunto, e também já estão completamente feitas pela cultura de massa, em que os homens seriam um gênero soberano. Ou aquelas que acreditam que feminismo não passa de “mimimi”, e que já temos os mesmos direitos sociais e políticos, na sociedade capitalista”. Karen ainda explica que as mulheres já conseguiram muitos direitos desde o início do movimento, mas que ainda falta muita coisa para conseguir a igualdade, como o direito ao aborto “É preciso entender que nós somos donas do nosso próprio corpo”, disse.

Existem muitos países em que as mulheres ainda são tratadas como objetos, ou seres sem opinião e incapazes de realizar atividades em prol da sociedade, como na Arábia Saudita, Paquistão, Iraque e entre outros, onde mulheres são totalmente dependentes dos homens, sem direitos sociais e políticos iguais, lugares que também condenam mulheres, que muitas vezes são mortas por quebrarem essas regras. É preciso entender que ainda há desigualdade e que é preciso levar o feminismo para todo o mundo, principalmente para lugares como estes que certamente só irão entender o feminismo, após as mulheres provocarem uma revolução.

Para Larissa Cardoso, 19, estudante de Jornalismo, o feminismo não é uma luta só das mulheres, mas sim uma luta em que os dois gêneros devem participar, lutar pela igualdade; entender que todos somos seres humanos, capazes de pensar, interagir e realizar as mesmas atividades. E que juntos, independente do gênero ou orientação sexual, somos capazes de tornar o mundo, um lugar melhor para viver.


                                                                                                     Texto: Kennedy Martins

Direitos Iguais

O avanço da tecnologia, a facilidade de acesso aos dispositivos moveis, e a internet, tem mudado radicalmente a forma das pessoas viverem e se relacionarem. As crianças não são uma exceção deste mundo informatizado, o qual estamos vivendo. Os nascidos na chamada Geração Z, estão aprendendo a conviver desde muito cedo com tablets, notebooks, smartphones, e dentre outros.

 A Geração Z, é a definição sociológica para definir geração de pessoas nascidas na década de 90 até os dias de hoje, quando a internet e os aparelhos inovadores de comunicação, como computador, começaram a se massificar pelo mundo. É muito comum perceber uma grande diferença, de gerações a gerações, mas a Geração Z, tem se destacado, por ter sido capaz de mudar os hábitos não só de crianças, mas de todos os públicos.

 “Eu quero ganhar um celular com Whatsapp, para conversar e jogar com meus amigos”, diz Tiago Ferreira, com apenas 6 anos. Rogéria Ferreira, 40, mãe de Tiago, diz que é a favor das novas tecnologias de comunicação, mas que como tudo, elas devem ser usadas com cuidado e responsabilidade, pois nelas temos acesso a diversos mundos virtuais, o que é um risco para educação de uma criança. “O Tiago irá ganhar o celular, mas será bem monitorado, para que possa aprender a usar o lado positivo da tecnologia”, disse.

 Existem muitos programas na internet para computadores, outros meios, com um dispositivo que é para controle dos pais, onde é liberado somente alguns sites, outros que tenham um conteúdo mais adulto ficam bloqueados para as crianças, o que facilita um pouco a vida dos pais em relação ao que seus filhos vão encontrar na internet.

 Geralda Martins, 65, está aderindo ao mundo virtual agora, “Na minha época era muito diferente, a noite sempre reunia com os amigos para brincar. Mas com essa nova tecnologia, tudo ficou melhor, estou me adaptando aos poucos, para não ficar para traz”. Geralda conta ainda que recebe ajuda dos seus netos, e agora consegue se comunicar constantemente com seus irmãos que moram em outras cidades.

 Maria Lourdes, 38, psicóloga, doutoranda em educação, diz que existem vertentes entre a tecnologia e a evolução: a que contribui positivamente para o crescimento intelectual e funcional de todos os segmentos, importantes para a implantação de meios capazes de avanço, como a ciência da saúde e educacional.  Por outro lado, a indevida utilização dessa tecnologia, desencadeia malefícios causadores de desordem, que podem desequilibrar os objetivos propostos. “A sugestão é começar de forma prematura a orientar as crianças, e acompanhar essa evolução, com o propósito de minimizar as consequências negativas para  a próxima geração”, conclui Maria Lourdes.

                                                                                                             Texto: Kennedy Martins

Geração Z X Tecnologia

Quem já lavou roupa na mão e hoje tem a facilidade de usar a máquina de lavar? Ou antes tinha o cabelo enrolado e hoje graças às novas técnicas podem ter o cabelo como quiserem? Ou até mesmo mães que antes tinham que ficar em casa para cuidar dos filhos e hoje não precisam mais porque tem escolas, creches e babás? A modernidade chegou e com ela, a mudança na vida de todos, principalmente, na vida das mulheres.
            A visão da mulher no início do século era muito diferente. Hoje, trabalhar fora, ganhar seu próprio dinheiro e ser independente faz parte da rotina das mulheres, além das tradicionais tarefas de cuidar da casa, dos filhos e do marido. Marido? Esta é uma palavra que muitas delas não querem nem ouvir.      
            A chamada Mulher Moderna se assusta ao ouvir sobre casamento. Não querem se casar por acreditarem que sozinhas estão melhores. Este é o caso de Camila Soares que afirma estar muito bem solteira: “Não quero me casar, porque estou muito bem assim. Faço o que quero do jeito que quero, sem precisar que ninguém fique me mandando”, afirma a estudante.
 
            Outro motivo pelo qual não querem se casar é o medo da traição: “Vemos em todos os lugares muitas mulheres sofrendo porque são traídas. Eu decidi não ser traída. Decidi que o dia que eu quiser alguém, vai ser sem compromisso”, afirma uma estudante de direito que não quer ser identificada.
            Mulheres mais maduras, que já conquistaram sua independência financeira afirmam que preferem ter suas próprias coisas sem precisar de homens: “Eu tenho minha casa, meu carro, meu trabalho. Quando quero sair, ligo para as minhas amigas. Eu não gostaria de ter um homem sujando minhas coisas”, afirma a advogada Lúcia Ferreira.
            A psicológa Maria de Lourdes afirma que este fator se deve à nova formação da sociedade: “Muitas mulheres que tem sua indepedência não querem se casar por diversos motivos: por questão financeira, por questão social, por medo ou tantas outras coisas. A mulher moderna prefere ter sua vida sem precisar depender de ninguém”, afirma a psicológa.
            Marcio Moraes diz que essa nova mulher não chama muito a sua atenção: “Eu quero me casar um dia, pode até ser com uma mulher independente, mas tudo tem um limite”, afirma o estudante.
            Wanderson Silva afirma que não se casaria com uma mulher assim: “Sei que pode parecer um pensamento machista, mas eu gosto mais daquelas mulheres que ainda gostam de cuidar de casa e sonham em ter filhos. Não me importaria se minha esposa trabalhasse fora, desde que ela não perdesse essas vontades”, diz.
            Já Fábio Novaes diz que acha “massa” uma mulher que queira ter suas próprias coisas: “Acho legal a mulher não querer depender do homem. E querer conquistar suas próprias coisas. Eu ficaria tranquilamente com uma mulher que não quer se casar”, afirma.
 
 
Larissa Cardoso

A hora do sim... Só que não!!!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A vaidade faz parte da rotina da maioria dos humanos, porém, as mulheres sempre demonstraram maior interesse pelo assunto. Mas nos últimos anos, mais homens tem buscado tratamentos estéticos e isto tem refletido, principalmente, no mercado masculino. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os produtos voltados para eles já representam 37% do volume de vendas das categorias de higiene e beleza no Brasil.

As empresas estão de olho na vaidade dos homens e inovam com produtos que possam satisfazer este público. Ithalo Correia, 23, afirma se cuidar sem exageros, mas acredita que é importante manter a boa aparência: “Não vou ao salão, mas me cuido em casa, não é porque sou homem que não preciso me cuidar”, afirma o estudante que procura alinhar beleza e cuidado.


A opinião das mulheres também é muito importante, por isso Edinalva Alves, 44, diz que acha bom que os homens se cuidem, mas sem exagerar: “É legal ver os homens se preocupando com a aparência, mas não tanto. O homem não pode perder sua essência, precisa ter sim o jeito masculino” conclui.


Há salões de uso exclusivo para homens, lojas especializadas em moda masculina e outros estabelecimentos que se modificaram a fim de atendê-los. Este novo público vaidoso, tem buscado cada vez mais, suplementos alimentares e academias. Leandro Silva, cabeleireiro há 10 anos, diz que o movimento de homens no salão aumentou muito nos últimos tempos: "Hoje a maioria do público que frequenta meu salão, são homens que estão em busca de barba e cabelo bem feitos". Leandro ainda completa que os homens estão ficando tão exigentes quanto as mulheres: "Quando termino de fazer o trabalho, eles olham os detalhes e muitas vezes pedem que algo seja melhorado", afirma.

Por: Larissa Cardoso

A bola da vez: vaidade masculina

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Vencedor da "Mostra de Vídeos Objetivo 2015" mostra as ilimitações dos deficientes



             Desafiados em criar um curta-metragem para uma atividade prática da universidade, cinco estudantes de jornalismo buscaram histórias emocionantes de pessoas que souberam dar uma lição na vida e provarem para todos que são "Ilimitados". Os acadêmicos: Angélica Xavier, Kennedy Martins, Larissa Cardoso, Patrícia Duplat e Wilker Duarte, encontraram histórias como a da dona Eunice Oliveira, uma mulher de 41 anos que mesmo cega consegue desenvolver todas as atividades de casa e detalhe: Ela vende crochê pelo Facebook. Assista essa e outras histórias de pessoas que vão te inspirar:




Gostou? Entre em nossa página: facebook.com/Webjornalismorv no Facebook e acompanhe o trabalho dos acadêmicos em jornalismo da Faculdade Objetivo Rio Verde/GO

O que seria limitado para você?

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Por Pedro Cabral

Antes de começarmos, entenda que o assunto não é a geração jovem dos anos 90, que lutou pelo impeachment de Fernando Collor de Melo e conseguiu o tão desejado “Fora Collor”. A geração aqui denominada de #impeachment, com hashtag mesmo, são os jovens desta década que demonstram um desejo de mudança, mas que mal sabem o quê – e muito menos como – mudar.

Desde 2013 manifestações se tornaram um marco do desagrado do brasileiro com a política. Na época, a situação estava tão ruim que manifestavam por tudo, de saúde pública à corrupção política. Mas será que realmente eram muitos problemas, ou a população – em sua maioria jovens – não sabia muito bem como protestar?

De acordo com a professora de história e sociologia da rede estadual de ensino, Nelcy Rosa, não são todos os jovens que realmente sabem o que está acontecendo, ou que tem um sentimento pessoal de mudança. “Alguns vão mais por ideais que eles nem sabem direito, por influência da mídia, a prova disso é que a gente vê pessoas pedindo a volta da intervenção militar do país, ou seja, participam das manifestações mas não tem noção de quem vão colocar no poder”, afirma a professora, citando como exemplo a participação dos rio-verdenses em assuntos políticos: “a manifestação é uma ação isolada, pois não participam ativamente da política, em Rio Verde mesmo, ninguém vai assistir as sessões do legislativo para saber como realmente está, para se inteirar do assunto, então é algo meio desconectado, coisa de momento”.

É claro que, como todos os assuntos tem, no mínimo, duas perspectivas, existem jovens que realmente se interessam nos rumos políticos do país e que procuram entender como isso se dá, é o que diz Rosa. “Existe sim uma minoria de jovens que estão ligados e sempre que você comenta sobre política eles questionam e querem saber, começam a abrir a mente e perceber que política faz parte de tudo, que o jovem precisa entender de política, ter uma consciência política, isso é bom”, declara a professora.

A estudante Daiane Rodrigues, 17, acompanhou as manifestações, mas diz não se interessar por política por que nunca se percebe mudanças. “Ah, eu vejo aí essas manifestações e sempre é a mesma coisa que a gente vê, de corrupção, de bandidagem, parece que nunca muda, e se a gente for pensar nisso fica é com mais raiva ainda”, justifica a jovem, que ainda demonstra opinião desfavorável às manifestações: “é claro que vivemos um momento de revolta, o país não está nada bem, e os jovens sempre são protagonistas destes movimentos, mas ao que parece o único motivo para revoltas e manifestações com tanta adesão jovem é só sair bem na selfie e causar boa impressão nas redes sociais, sem nenhum fundamento sólido no sentido político”.

Rodrigues é aluna de Rosa mas, de acordo com a professora, ela tenta mudar essa visão: “eu sempre converso muito com meus alunos sobre a importância deles estarem informados, ou seja, mostrar que eles tem que estar a par de questões políticas, analisar o que o candidato fez, uma análise de eleitor que causa a mudança, o jovem tem que ter esse ideal”.

Será que sabem mesmo o que estão reivindicando? (Foto: Reprodução)


A geração do #impeachment

Por Renata Ferreira

Em um esporte onde já se teve Pelé, Garrincha e Zico mostrando habilidades e disseminando a paixão pelo esporte aos quatro cantos do mundo, o futebol no Brasil já não é mais visto como arte e sim como investimento. Antes esses jogadores disputavam os campeonatos pelo prazer no esporte, hoje se joga pelo dinheiro, mas para tudo se tem explicação, até porque são outros tempos e outros interesses.

Ter um time de futebol para torcer é algo comum, em qualquer cidade do Brasil ou até fora, cada um torce ou pelo menos conhece um time, nas rodinhas com os amigos sempre tem aqueles que são apaixonados, e que chegam a discutir quando se fala do time do coração . E quando o time perde? A zoação entre amigos aumenta, um fala de um lado que o time não presta, o outro entra na zoação e rebate as críticas da mesma maneira e acaba virando aquela bola de neve, e não a do futebol, onde alguém tem que ceder para não virar algo mais sério.

O palmeirense Raphael Borges admite que a alegria de ver o time adversário perder é imensa, seja ele considerado favorito ou não em uma partida. "Torcer é como um amor a primeira vista só que muito mais forte e intenso, e apesar de derrotas acontecerem com qualquer time, quando se trata de um grande "rival" é muito bom zoar porque faz parte do esporte e acaba sendo uma forma saudável de brincar com a derrota", relatou o torcedor.

Para a psicóloga Jania Alves, é muito difícil falar em time de futebol e torcida sem associar o fanatismo. "Existe um semi endeusamento por um time ou por jogadores que se destacam, o indivíduo apresenta uma necessidade de se apegar a algo onde possa gastar sua energia", ressalta Jania. Devido a essa paixão do brasileiro em gostar do esporte e torcer com paixão pelo seu time, a psicóloga admite que, o povo brasileiro gosta de se envolver, de torcer e até mesmo padecer por uma causa. Seria como uma condição cultural/social, ter que sofrer por algo, por um time, pois agem como se fosse necessário passar por determinado sofrimento.

O ato de zoar o time do amigo pela derrota pode parecer natural e é algo também cultural do brasileiro. Segundo a psicóloga o brasileiro tem a necessidade de mostrar que o "meu" é melhor que o "seu", porém se trata de um povo que na sua grande maioria levam as coisas na zoação e brincadeira, portanto dentro do contexto esportivo da competitividade, esse tipo de comportamento é "aceitável". Perder ou ganhar faz parte de qualquer esporte e da vida, saber levar na "esportiva" é essencial para que uma brincadeira não gere um conflito desastroso.


A cultura da "zoação"

Por Renata Ferreira

Não se pode negar que as utilidades da internet são maiores do que as inutilidades, de acordo com os avanços tecnológicos, houve um aperfeiçoamento também da sua velocidade, e consequentemente as pessoas também tiveram que acompanhar esse crescimento para não ficar para trás.

A internet de uma forma geral auxilia em pesquisas, no aprimoramento dos conhecimentos humanos e culturais, além de informar em tempo real toda e qualquer notícia dos quatro cantos do mundo. Apesar de toda sua importância, essa rede de computadores que “une” pessoas através de redes sociais, ou que possibilita realizar uma compra online, pode não ser algo para se amar tanto.

O estudante Henrique Borba, 23, classifica a internet como algo indispensável por auxiliá-lo nos estudos. “Além de aulas a distância na qual participo, a internet proporciona uma diversidade e ao mesmo tempo facilidade no momento em que estou estudando”, revela Henrique.

Ainda segundo o estudante mesmo com todas as facilidades, na internet há exageros que prejudicam e cansam quem está navegando. “Há excesso de propagandas, spans e outras formas de publicidades que acabam prejudicando no momento de pesquisa, além de jogos em redes sociais que é um desperdício de tempo e acabam fazendo com que as pessoas fiquem acomodadas e até sedentárias”, ressalta o estudante.

Ao ver o filho navegando o dia inteiro na internet a maioria dos pais se preocupam, por se tratar de uma rede na qual qualquer bobeira, um comentário mal interpretado, ou até mesmo uma pesquisa ou compra realizada, pode trazer frustrações. Os pais hoje em dia alegam não terem tempo para ficar controlando o que os filhos aprontam na internet, e quando notam a tragédia já está feita, como presenciamos em jornais sobre aliciamento de crianças pela internet ou até mesmo casos de racismo sofridos através de comentários em redes sociais.

O mais recente caso de racismo aconteceu com o ator mirim da Record, Kaik Brito, onde a pessoa que insultava Kaik disse a seguinte frase: “...se mata mano, você é negro”. Para uma criança, como foi o que aconteceu com Kaik, no momento podem não dar importância por achar que é brincadeira, mas o psicológico, o humor muda. Não só o caso de Kaik repercutiu no país, em estádios de futebol quem não se lembra da torcedora do Grêmio flagrada gritando “macaco” para o goleiro do Santos? E depois as pessoas aproveitaram a “liberdade” na internet através das redes sociais e começaram a insultá-la, ai foi um racismo se combatendo com outros atos racistas.

Dentre esses e outros casos que repercutiram, mostra que as pessoas por mais que saibam mexer em computador, aprendem rápido a inovar na internet, a maioria não sabem o que fazem, não sabem a proporção que um comentário pode fazer, ou até mesmo o que compartilha, o que compra, expõem a vida particular como um livro aberto. As maioria das pessoas sabem o que podem encontrar na internet, os benefícios das redes sociais, só que não sabem usar de maneira a não denigrir a outra pessoa, aproveitam para denigrir, acusar, apontar, a julgar.


Internet: amar ou odiar?

quarta-feira, 22 de julho de 2015


Por Pedro Cabral

Não, o título não está escrito errado. Com a ampla evolução da tecnologia que facilitou a produção multimídia e o acesso à informação, todos se sentem como jornalistas e o jornalista propriamente dito parece estar no caminho do extermínio.

Hoje em dia, o que mais vemos nas redes sociais são denúncias de fatos que acontecem em todos os âmbitos, na maioria das vezes notícias policiais e desabafos sobre política e cotidiano, através de fotos, textos e vídeos no facebook, instagram, youtube e virais do whatsapp. Claro que, por não produzir o profissionalismo do jornalista, este conteúdo nem sempre é verídico, confiável ou atende as demandas de qualidades técnicas, mas ainda assim serve para disseminar informação e gerar debate.

É por isso que o jornalista que permanecer sendo um mero reprodutor de informação já pode se considerar um exterminado do futuro. O caminho a ser seguido no jornalismo profissional é aproveitar da qualidade e do senso crítico aguçado para produzir informação, e não apenas reproduzir.

Embora a demanda de velocidade seja um grande opressor da qualidade de produções jornalísticas – até por que a pressa é inimiga da perfeição – a solução é produzir um conteúdo diferenciado, que seja algo a mais para o público, o que já vem sendo feito por muitos profissionais da área, seja através de uma abordagem diferenciada dos fatos, pelos comentários que acrescentam pontos a mais – ou, dependendo do comentarista, a menos – para o que está sendo noticiado ou ainda pela qualidade técnica, que não depende necessariamente de bom equipamento.

Mesmo que alguns teóricos tenham dito que é necessário buscar sempre a imparcialidade na produção jornalística – embora chegar neste ponto seja utopia – a realidade é outra, vivemos em uma era diferente em que é preciso acrescentar mais, é preciso difundir não apenas o que acontece, mas contextualizar o que acontece através de um pensamento contemporâneo que cause a reflexão do público.

Vide que muitos dos atuais ícones do jornalismo são famosos justamente por emitir opinião e isso não é à toa: fotografar qualquer um consegue, a maioria da população sabe escrever um texto, mas nem todos conseguem fazer isso com a sensibilidade e a observação crítica de um jornalista.

Outra solução para fugir do extermínio é não ser especializado em algo, mas ser bom em tudo. Em tempos de mudança, só prevalece aquele que ao invés de fazer apenas seu serviço, pode substituir outros profissionais, ou seja, um jornalista que faça a pauta, a reportagem, o roteiro, a edição (ou diagramação) e ainda apresente o seu conteúdo. 

Em tempos modernos e de transição que estamos vivendo, prevalece no mercado quem deixa de ser um desejo das redações por ser muito bom em algo, e passa a ser necessário nos veículos midiáticos por ser muito bom em tudo. O jornalismo não está morto, nem irá morrer, o jornalista está evoluindo e quem não evoluir simplesmente será exterminado. Hasta la vista, baby!

Foto: Reprodução


O Exterminado do Futuro

quarta-feira, 18 de junho de 2014


Por Karlla de Oliveira

Fabricantes e especialistas têm se manifestado publicamente, insistindo em a sociedade não pode “culpar” os games por atitudes de violência cometidas por adolescentes. Mas eles reforçam a posição de que é preciso um controle maior dos pais para evitar que os jovens se tornem dependentes desses jogos eletrônicos.

O jogo violento poderia estimular o indivíduo a imaginar que há riscos e perigos escondidos pelo mundo inteiro, diminuir sua capacidade de julgamento e provocar ideias agressivas. Uma vez que a culpa está em nossos governantes, que determinam uma “lei” através da qual menores de 18 anos não podem trabalhar. Com isso, adolescentes vivem conectados aos computadores para então ocupar o seu tempo.

A psicóloga clinicam Zilda Silva e Oliveira, ouvida por nossa reportagem sobre eventuais perigos decorrentes da utilização indiscriminada de jogos violentos, se manifestou sobre a questão: “Há adolescentes bem formados psicologicamente, bem instruídos e monitorados pelos pais, que dificilmente serão afetados em razão da utilização desses jogos digitais”. E continua: “Por outro lado, há jovens que ainda não possuem um domínio psicológico e podem passar por contaminação negativa derivada da utilização desses tipos de jogos de violência pessoal e da influência dos amigos”. 

Um fato que abalou não só o país, mas o mundo todo, ocorrido há alguns meses em São Paulo, está ainda mal explicado pelas autoridades. Um menino de 13 anos, adepto de jogos eletrônicos violentos foi autor do assassinato de seus pais, ambos policiais, além de sua tia-avó e sua avó. Depois de quase 12 horas, atirou contra a própria cabeça. Em seu perfil no Facebook, o menino utilizava como foto uma imagem de um jogo, o Assassin’s Creed. A foto foi adicionada no início do mês de julho de 2013, portanto, dias antes do ocorrido.

Quanto a esse fato, a psicóloga declarou que “é imprescindível o monitoramento dos pais quanto a utilização da internet e os respectivos aplicativos ou jogos eletrônicos.” A psicóloga Zilda Oliveira, acrescentou que os “efeitos de comportamentos inadequados apresentados por um adolescente, em decorrência do uso indiscriminado  dos conhecidos jogos eletrônicos (games digitais) violentos, seriam algo que os pais poderiam detectar por antecipação.” 

Os pais devem explicar aos filhos o tipo de conteúdo ao qual podem ter acesso e o tipo de conteúdo e pessoas que devem evitar. Além disso, existem programas e recursos nos computadores que permitem o monitoramento dos acessos e até do histórico de conversas com outras pessoas. O ideal é que o computador eventualmente usado por crianças ou adolescentes esteja em um local de passagem e movimentação constante, em dependência inteiramente aberta e de fácil visibilidade para os pais. Quando a criança estiver acessando a internet, os pais ou algum responsável devem estar presentes, participando e observando o que ocorre durante a navegação” . 

Dr. Zilda Oliveira, alerta os pais a participarem da vida dos seus filhos.

Jovens por games violentos

 
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