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terça-feira, 7 de junho de 2011


Este é um projeto experimental dos alunos de Jornalismo do 6º e 7º período. Trabalho que está em fase de produção. A orientação é de Márcia Raduan.

Por Romero Rezende

Trailler do documentário Vidas Invisíveis

sexta-feira, 3 de junho de 2011


Enfim chegou o último ano de faculdade. Logo de cara vem a notícia de que o nosso trabalho de conclusão de curso seria muito difícil. A escolha do formato é feita pelos colegas de sala, uns escolheram documentário, outros programa de TV e duas colegas optaram por monografia. Saber o que estava por vir era uma expectativa de todos nós. Enfim começamos os trabalhos: pesquisas bibliográficas, trabalho de campo e entrevistas.

O pré-projeto tem seu primeiro formato (vídeodocumentário sobre moradores de rua, intitulado VIDAS INVISÍVEIS) e ao passar pelas mãos da orientadora sofre com a tinta de uma caneta vermelha e de um pincel amarelo, isto é, foi totalmente dilacerado.

O susto inicial é contido. O que nos parece é que teremos de começar tudo de novo, nada do que foi feito dá pra se aproveitar. Após análise criteriosa dá-se para extrair alguma coisinha.

Vem a primeira banca! 30/03/2011. Dia fatídico que jamais será esquecido. Apresentação em sala de aula com a presença dos colegas e delas, as examinadoras (Camila, Adriana e Márcia) impiedosas e absolutamente questionadoras, discordantes e discrepantes. Ao final da primeira etapa, na avaliação de 0 à 5 nossa média “3”.

Passamos então para a segunda fase. Novas pesquisas bibliográficas, coleta de imagens e entrevistas direcionadas são feitas pelos produtores e todo o grupo de trabalho (colegas). Um novo horizonte começa a se formar, é possível ver uma luz no fim do túnel apesar de muito distante.

Sair a campo foi simplesmente extraordinário, experiência ímpar que podemos descrever com riqueza de detalhes. Presenciar a realidade alheia foi algo impactante em nossas vidas. Contato com pessoas que fazem parte de uma realidade diferente da nossa, choca, incomoda e nos leva a pensar como conduzimos nosso mundinho.

Enfim a conclusão da segunda fase (40% de coleta de imagens). A segunda banca é esperada por poucos já que este momento é simplesmente torturante e sufoca amargamente. Mas, se não há como correr, lá vamos nós. Sorteio? Não sabemos não nos parece tão claro esse momento. Enfim, acontece tudo muito rápido e a decisão da apresentação é lançada na vida de alguns mortais que se sentem no paredão.

Para os próximos meses estaremos concluindo as gravações do documentário. As nossas expectativas são as melhores, mas as dificuldades só crescem, afinal estamos chegando ao fim de um ciclo árduo e tenso. E muita coisa irá rolar pela frente, que só o pai sabe. Não percam, em novembro de 2011, VIDAS INVISÍVEIS.

Por Christiano Reis, Francimar Rodrigues, Romero Rezende, Deco Tozetto e Regina Reis

A experiência com o Prex no jornalismo


Quando escutávamos sobre trabalho de conclusão de curso imaginávamos que era um bicho de sete cabeças, algo que iria acabar com os nossos finais de semanas e com as nossas noites de sono, que chegaria a linha do impossível e hoje com quase um semestre do Prex concluído, vemos que estávamos certos.

Não sabemos para que existem ideias, começamos com uma revolucionaria, iremos fazer e acontecer e quando chegamos aos livros a orientadora começa a direcionar e mudar e riscar e cortar, até aquelas ideias que pensávamos ser brilhantes. A primeira banca poderia ser considerada como uma arena com três leões sentados em nossas frentes, esperando um vacilo para poder nos engolir com seus apontamentos e perguntas do que nos deixamos de fazer ou do que tínhamos feito de errado.


O grupo formado por cinco alunos, José Braz, Lindenberg, Joseline, Vanderli e Náira, optou pela produção de um programa jornalístico de televisão, denominado “Espaço Livre”. O pensamento do grupo é enfocar assuntos verificados no cotidiano em geral, todavia, trazidos para o contexto regional.

Inicialmente buscamos através de reuniões entre os componentes do grupo e a orientadora, professora Márcia Raduan, elaborarmos uma lista com livros para as pesquisas bibliográficas. Desta forma, vários livros foram utilizados, onde podemos destacar autores como Luciana Bistane, Iluska Coutinho, Alfredo Vizeu, Flávio Porcello, Luciane Bacellar e outros.

O trabalho de leitura e pesquisa foi intenso e bastante cansativo, principalmente em função da pressão psicológica e a responsabilidade assumida nesta missão. A digitação da parte teórica foi dividida entre todos os membros do grupo, porém, com a direção da aluna Náira Josefovici, auxiliada por Vanderli Silvestre. Os demais acadêmicos, Lindenberg, Joseline e José Braz, digitaram e repassavam para que o material fosse agregadas e feitas às devidas correções.

Além do trabalho teórico, foi desenvolvida também parte do material prático, com matérias sendo produzidas nas ruas de Rio Verde. Nesta etapa, 40% do conteúdo foi apresentado para a banca avaliadora, que aconteceu no último dia 30 de maio. Podemos destacar as produções feitas sobre a noite em Rio Verde, frutas do cerrado, dialetos e “o povo fala”. São matérias que englobam vários aspectos diferentes, e de acordo com a proposta do grupo, que é exatamente de levantar temas conhecidos, entretanto sendo apresentados de maneira mais leve, com menos teor de formalidades e fugindo do padrão convencional.

É importante salientar que estes aspectos não significam perda de credibilidade, pois é neste sentido que queremos mostrar que é possível apresentar um programa jornalístico de televisão inovador, mas preservando a essência do noticiário e sua credibilidade.

O que não bastasse esta pressão psicológica, problemas e imprevistos acontecem. Cotamos em produtoras que nos ofereceram filmar por seis mil reais, algo que seria impossível para o orçamento do nosso grupo, por isso procuramos outros lugares e encontramos uma opção mais barata que, porém não tinha a estrutura que precisávamos, foi difícil ver o que filmamos não tinha ficado o que imaginávamos. Como última tentativa procuramos a produtora de que também estava fazendo o Prex de outros colegas da sala. Assim então conseguimos gravar e entregar o que era necessário.

Os desafios do Prex e os bastidores das gravações

Tudo começou com a escolha do tema...

A história do Hospital do Câncer de Rio Verde nos pareceu uma ótima maneira de aplicar o princípio da utilidade, inerente ao jornalismo. Porque todo produto jornalístico precisa ser usado para algum fim, seja para ativar a consciência social, seja para falar em nome da sociedade muda.

O tema havia sido delimitado. Como trabalhá-lo era uma questão muito importante. Para alcançar os objetivos que pretendíamos, precisávamos de um instrumento midiático impactante. Optamos pelo documentário, nato representante do cinema verdade, porque ele não recorre à sensibilidade estética, mas tem o poder de persuadir o espectador com relação ao assunto proposto.

Foram dias e mais dias na companhia de diversos autores. Bill Nichols e Sheila Bernard Curran tornaram-se nossos amigos de infância. A cada correção, mais um amiguinho novo para a nossa lista de referências bibliográficas. Noites sem dormir, finais de semana sacrificados e nervos à flor da pele. Sintomas de PREX, nada anormais.

A preferência pela orientadora nos parecia óbvia. Pós-graduada em cinema, Camila Paes Leme foi escolhida pelo nosso grupo, composto por Dionézio Costa, Júlio César, Lidiane Guimarães e Muriele Silva. Em todo esse processo, nosso relacionamento com ela teve altos e baixos. Entendemos que a paciência tem que prevalecer sempre e essa regra vale para ambas as partes, já que o interesse no bom resultado é mútuo.

O processo das filmagens, em primeira instância, nos aterrorizou. A produção das pautas, o agendamento das entrevistas e a elaboração do roteiro nos fez ter uma semana caótica. O fato é que, como ingênuos acadêmicos, após o fim das filmagens julgamos ter superado a pior fase. Projeto entregue, só restava a banca examinadora. E aí conhecemos o verdadeiro terror do PREX.

Muitos ensaios e estudos tomaram o nosso fim de semana. A segunda-feira começou com a preparação da apresentação. Ao chegar a faculdade, duas péssimas notícias... A primeira nos deixou preocupados: nossa coordenadora de curso, dona dos mais lindos relógios e das mais elegantes camisas, não estaria presente. A segunda... Ai, a segunda... Tio Gu nos preparou para o pior. “Sinto como se estivesse vendo um filho apanhar, sem poder fazer nada. Já vou avisando que vai doer”, afirmou o professor, se referindo à argüição da banca.

O sorteio aconteceu em sigilo. Após minutos agonizantes, as componentes da banca chamaram a atenção para o resultado. “MURIELE”. Era o nome que esperávamos e ele enfim foi dito. Um grito se ouviu ecoar no auditório: “GLÓRIA A DEUS”. A Lidiane não conseguiu conter a emoção e já começou conquistando a antipatia da banca examinadora.

O primeiro grupo finalizou sua apresentação. O segundo também. Eis que chega no momento... Para nós, a apresentação foi, no mínimo, boa. Entretanto, essa foi somente a nossa opinião. Ouvimos diversas críticas, esperando ao menos um elogio. A calmaria que esperávamos não chegou e a saída para a comemoração foi cancelada.

A primeira aula da Márcia após a apresentação foi esclarecedora e divertida, não lembrando, nem de longe, a última noite em que a vimos. Ela nos entregou uma cartilha contendo todos os nossos afazeres futuros. “A tia Márcia vai ler com vocês, tá?” O texto trazia uma imagem mostrando uma máquina de suicídio que cobrava 0,25 centavos por cada morte. Fim da aula... Nós quatro com moedinhas na mão. 

Por Dionézio Costa, Júlio César, Lidiane Guimarães e Muriele Silva

O projeto dos sonhos, que se tornou nosso maior pesadelo

 
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