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segunda-feira, 13 de junho de 2016


O AMOR A TUDO SUPORTA. Frase impactante, bonita, mas com o efeito inverso nos dias de hoje. As pessoas não se amam mais, não se respeitam mais. Não é preciso ser um casal para se amarem ou ser da família para se respeitarem, isso tudo deveria acontecer com pessoas que sequer conhecemos ou namoramos.

Amar uma outra pessoa requer cuidados, pois estamos falamos de um outro ser, que tem uma personalidade, jeito de ver a vida diferente, e a partir daí começa o respeito em aceitar o jeito de alguém, a partir daí começa o amor por esse alguém. 

Estamos vivendo em uma sociedade onde todos gritam nas redes sociais que não estão nem aí se não tem ninguém para presentear nos dias dos namorados, “arrotam” amor próprio, mas vivem a depressão de não conseguir dizer “eu te amo” nem para a própria mãe.

Falta nessa sociedade a coragem de dizer ao outro: “eu preciso de você, preciso da sua ajuda”. Falta na sociedade tecnológica a evolução de conseguir abraçar e dizer palavras carinhosas olhando nos olhos de alguém. Falta nessa sociedade, amor próprio.


Muito bom ter alguém para dividir tristezas e alegrias, e não precisa ser namorado(a), não se prega que quem sabe amar é só quem namora, e se você não tem ninguém assim, não faz com que não saiba amar. A família poderia estar no seu pensamento como sendo algo para amar, como um suporte para que conseguisse aprender a respeitar, poderia ser o amor que tudo suporta.


Por: Renata Ferreira
Foto: internet

Ah o amor

sexta-feira, 27 de maio de 2016




Foto: Reprodução

Muitos dizem que é de cobra, onça, animais grandes e ferozes. Mas passando com o meu controle-remoto mudando de telejornal para telejornal me dei conta que o assunto não era outro: "dengue, chikungunya, ZIKA!!!".

Da forma que eles retratam as doenças parecem até que são transmitidas por animais peçonhentos, estranhos e de causar nojo, mas o que realmente são parecem ser inofensivos, os "pernilongos".
Pernilongo, muriçoca, esses nomes são dados aos pequenos mosquitos até se tornarem transmissores da dengue e das novas doenças. E foi cientificamente comprovado que ele, mesmo sendo tão pequeno, pode deixar as mulheres grávidas contaminadas e os bebês nascerem com microcefalia, o não crescimento do cérebro, e para as demais pessoas febres, dores e até levar a morte se não ficar de repouso, é melhor ficar atento com o zumm... zumm... zumm... a partir de agora.

Os meios de comunicação estão cansados de falar no período das chuvas sobre os cuidados com o mosquito da dengue, porque basta um cantinho e um pouco de água parada para ele se reproduzir. Mas e porque não tirar a água dos pneus? Não lavar as calhas de casa? Não tampar as caixas d'água? E porque NÃO ficar sem esse tanto de doenças transmitidas por uma muriçoca? O ser humano deve estar querendo ser derrubado por um pernilongo mesmo!

Por Wilker Nunes


Você tem medo de quê?

sexta-feira, 13 de maio de 2016



Por: Wagner Filgueira
Edição: Pedro Cabral
Imagem: Reprodução/Internet

Eu recentemente cai numa cilada... Para minha defesa, posso alegar que foi uma daquelas ciladas bem montadas, diria eu, inevitáveis. A autora foi uma “deliquentezinha”, 1 metro e 60 de altura, morena, cabelos curtos, um belo par de pernas grossas, um olhar poderoso, uma boca maravilhosa, um sorriso... Que sorriso viu... A danada era das melhores, profissional no ramo. 

Eu sempre à via no colégio, junto com o digníssimo namorado, mas ela me olhava, eu não resistia e também olhava, ela sorria... Eu fui ficando curioso sobre a tal menina, mal sabia eu onde estava entrando... Certa madrugada eu não consegui me conter e mandei mensagem, a moça era boa de papo e pra me cegar de vez, me elogiava sutilmente, de uma forma incrível, fui ficando encantado. 

Conversa vai, conversa vem, assuntos em constante evolução, tudo indicando felicidade. Combinamos um encontro, na maior pureza, apenas bons e secretos amigos, mas infelizmente ela me abraçou, digo infelizmente porque foi ali, naquele abraço especial, que tudo tomou esse rumo lamentável, aquele abraço perfeito me desnorteou... 

De encontro em encontro, de abraço em abraço, o beijo chegou, ela inocente, eu malandrinho, cheio do mérito, ela culpada por trair o namorado, eu tentando diminuir a situação com um “calma, não foi tão errado assim”. Tava tudo bom demais e eu cego de paixão pela garota dos sonhos, dali em diante surgiu o ciúme, o amor, os encontros aumentaram e surgiram os malditos planos, planos que me trouxeram aonde estou. 

Logo eu, sempre tão esperto, como pude cair nesse conto de fadas, nada é perfeito assim cara, eu sabia que as coisas não iam sempre dar certo, mas na minha cabeça eu estava com a situação sob controle... Só na minha cabeça mesmo, pois quando precisei colocar o plano em prática vi que o buraco era mais embaixo. 

O tempo foi passando, ela mudando e eu fui me frustrando, dia após dia um daqueles sonhos ficava pra trás, mas o que eu poderia fazer ? Me explica como deixar pra lá uma moça tão formosa, tão linda ?! Não dá !! Os milhares de sonhos foram se desfazendo um por um até que eu descobri esse local em que habito agora, não fico aqui o dia todo, mas não é por falta de vontade, aqui encontro um preenchimento pro vazio que ela deixou em mim, passageiro e caro, mas pelo menos preenche um pouco, entre garrafas de whisky e carteiras de cigarro eu termino de destruir o que ela começou, dizem que chama coração né ?! 

Esse lugar me domina, me tornei submisso a esse bar que eu carinhosamente apelidei de “Fundo do Poço”, e agora cá estou eu, no fundo do poço, escrevendo minha história pra vocês, tomem cuidado, estamos todos sujeitos a essa cilada, popularmente conhecida como amor.

Eu recentemente cai numa cilada...

 
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